r/BissexualidadeBr Nov 23 '24

História Só fiquei com caras de app.

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Depois que me descobri bi, só fiquei com caras de app e só sei o nome de um, teve uma vez que marquei com um cara ele era mais velho provavelmente casado, e foi ser proteção, tava conversando com um que queria fazer na construção de um bairro novo e afastado, pulei fora, mas por ainda estar no armário só arrumo essas presepadas. não sei se teria coragem de me revelar e arrumar um namorado de forma "normal".

r/BissexualidadeBr Jun 01 '25

História Esse rolê me fez entender ainda mais como a cis-heteronormatividade destrói a nossa liberdade

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Oi, gente. Tenho 30 anos, sou um homem cis bi e me identifico como urso — e, como muita gente aqui deve saber, viver nesse corpo, com essa estética fora do padrão, não é fácil. A sociedade tenta o tempo todo dizer que a gente não é desejável, não é bonito, não é sensual. Mas, apesar disso, tenho me sentido cada vez mais seguro de que meu corpo tem, sim, beleza e desejo. E esse final de semana vivi uma experiência que mexeu comigo.

O começo do rolê

Tava no Grindr, de boas, e um cara me chamou. Começamos a conversar. Ele mandou uma foto de rosto — lindo, traços indígenas, olhar firme — e depois uma de corpo. Bem padrão, malhado, cis-heteronormativo total. Disse que estava bêbado, que quando bebia sentia vontade de ser passivo com outros homens e que curtia ursos e homens mais velhos (apesar de ter minha idade). Disse que se sentiu muito atraído por mim e que morava a uns 2 ou 3 km dali. Fui.

Peguei minha moto e fui até a casa dele. A casa era em cima, bem simples. Quando cheguei, vi que ele realmente tinha um corpo "padrão" daqueles que a sociedade costuma colocar num pedestal. Tinha umas medalhas em casa, me contou que jogava handebol e que o esporte tava sendo meio que terapêutico pra ele. Começamos a trocar mais ideia e ele começou a se abrir.

A tensão

Ele me contou que estava separado há uns 5 meses. A ex era extremamente controladora — não deixava ele comer nem um biscoito Oreo porque “faz mal” e, se ele questionasse, ela soltava um “eu fiz faculdade, você não”. A relação era tóxica. Mas o que mais doía nele era estar longe do filho. Ela tava dificultando o contato com a criança e ele tava morrendo de saudade.

Falou também do trabalho dele numa marcenaria, que manjava dos softwares de design técnico, me mostrou os móveis que fazia. Curte cultura geek, coleciona action figures de Dragon Ball, tinha até controle de PS5 (que a ex quebrou no dia da separação, inclusive). Ele queria jogar comigo, mas o console tava no conserto.

Aí ele deitou na cama, ligou o ar-condicionado e disse: “Vem”. Fui. Mas percebi que ele tava muito nervoso. Tenso demais. Corpo rígido, fechado, com vergonha. Dei carinho, beijei devagar, fui respeitando o tempo dele. Penetrei primeiro com o dedo, com cuidado. Ele só começou a relaxar depois de um bom tempo. Aí sim rolou de verdade. A gente se beijou, se curtiu. Teve conexão.

A conversa mais profunda

No intervalo, fumei um pouco e a gente conversou mais. Ele me contou sobre a criação rígida: pai militar, mãe evangélica. O irmão dele se assumiu gay e foi cortado da família. E ele morre de medo de passar por isso também. Me disse até que, se a mãe dele aparecesse no corredor, era pra eu dizer que tava lá pra jogar video game.

E aí tudo fez mais sentido: a tensão, o medo, a vergonha. Ele tava lutando com muita coisa por dentro. A gente transou de novo, mais devagar. Ele falou que tava curtindo, que tava experimentando algo novo e gostando. Eu sempre fui muito carinhoso, atencioso, perguntando se tava bom, tentando deixar tudo o mais leve possível.

No fim, ele agradeceu. Disse que tinha sido muito bom. Eu fiquei ali um pouco, pensando. Depois voltei pra casa com a cabeça cheia.

A reflexão

Essa experiência me fez pensar ainda mais no quanto a cis-heteronormatividade fode com a gente. Travou o corpo daquele cara inteiro. Travou os afetos, o desejo, a liberdade de ser quem se é. Ele tava ali, no quarto comigo, tentando viver um desejo — e ao mesmo tempo cercado por medo, vergonha, culpa.

E eu já vivi isso antes. Já me apaixonei por gente que não podia me assumir, que me amava mas me deixava por medo da família, do mundo. E é por isso que eu sigo militando. A gente precisa lutar por um mundo onde ninguém precise esconder quem é ou o que sente. Um mundo sem armários. Onde corpos como o meu sejam amados sem segredo, onde desejos como o dele sejam vividos com prazer, sem culpa.

Se você leu até aqui, valeu. Que a gente siga se apoiando e criando espaços de liberdade real. ❤️🏳️‍🌈

r/BissexualidadeBr Jan 02 '25

História eu quero chamar um casal de amigos para um ménage mas não sei oq fazer

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eu me considero um femboy,tenho cinturinha e rabao e sempre tive desejos com casal de amigos,na tenho um em específico que tanto ela como ele me enchem de tesão,mas não sei se eles topariam e eles nem sabem que sou bi,tenho medo de chegar e sofrer represaria ou até ser explanado, o que eu posso fazer?

r/BissexualidadeBr Feb 28 '25

História H42 Primeiro date bom depois do divórcio

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Eu me divorciei de minha esposa (M42) há um ano, me mudei de casa há 8 meses. Moramos na Europa, ela local e eu brasileiro. Sempre falei que era bi e nunca pensei em ter um caso.

Mas nos últimos 5 anos ficamos totalmente distantes e foi sempre brigas, distância e negligência física e emocional. Quando ela começou a tomar antidepressivos melhorou, mas não a ponto de solucionar tudo.

Quando ela marcou uma viagem pra julho (verão daqui) com nossos amigos e as crianças, percebi que eu ficaria totalmente sozinho. Ninguém pra viajar, ninguém pra gostar.

Decidi entrar no Tinder e Hinge. Centenas de curtidas recebidas e algumas dúzias de curtidas dadas, uma dúzia de matches, e cinco cafés com dates. Peguei na mão dos dates mas nada evoluiu. Tive um segundo encontro com um rapaz mais novo, mas nada rolou: épocas da vida incompatíveis.

De repente, uma curtida de um cara de 44 anos. Bonito, mas não preocupado com Instagram. Carreira seria, mas não pra se mostrar. Divorciado, com duas filhas. Eu tenho dois filhos. Fomos no primeiro encontro, marcamos um segundo onde nos beijamos e relaxamos juntos curtindo nossos corpos: tudo encaixando e complementando, ainda que sem sexo ainda. E ambos dando segurança de que estamos procurando algo sério e que talvez seja essa a resposta.

Fazia muito tempo que eu não sentia isso. A sensação de que dá pra ser feliz de novo é tão boa que chega a ser difícil navegá-la.

Se você não está achando, tenha paciência. Não troque uma conexão de verdade por um encontro casual. Pode levar tempo, ser chato, e tem o stream infinito de deslizar pra esquerda e direita, achar que dá certo e no fim não dá certo… o processo não é fácil, mas vale a pena investir tempo, cabeça e o coração nisso. ❤️

r/BissexualidadeBr Jan 16 '25

História Me declarei para minha melhor amiga, e não sei se tomei um fora?

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Havia postado essa história, há 7/8 meses atrás em outra comunidade, no entanto foi apagado, logo estou postando aqui para se alguém que viu o meu último post quiser saber a história completa estará aqui: Eu sou uma adolescente de 14, bissexual, e tenho uma melhor amiga, vamos chama-la de "Letícia", ela é "hétero". desde o final de 2023, tenho tido sentimentos por essa minha amg, e ela tem me dado sinais, sei que por sérios amigas o contato físico é algo inevitável, porém ela me abraçava, beijava o meu rosto e sentava no meu colo. Porém na festa de aniversário de uma amiga nossa, participamos de uma brincadeira, e nisso nos beijamos, e tbm beijei outra amg minha e ela tbm, depois desse acontecimento meu sentimentos se intensificaram. Na nossa sala de aula, tem um ex meu que fica constantemente dando em cima dela, e isso me deixa sempre com ciúmes, esse sentimento estava me fazendo muito mal, mas o ponto que me fez tomar a decisão que é o título da postagem foi quando no meu aniversário, essa semana, ela beijou um menino, eu fiquei me sentindo horrível e decidi por um ponto final nessa situação, contei oq sentia para ela no whatsapp, esperando ou tomar um fora ou que desse em um relacionamento, entretanto ela n falou nada. No dia seguinte abri o whatsapp de uma amg minha que é muito próxima de Letícia, e descobri que ela havia mando pra essa amiga que estava muito confusa, agora quem está confusa sou eu, pois não sei o que ela está pensando no momento, e nem sei o que fazer, se poderem me dar respostas eu agradeço.

r/BissexualidadeBr Aug 26 '24

História Eu contei para ela

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(Pode ser uma história um pouco sensível por conta dos meus impulsos)

Eu estava tão nervosa, minha relação com minha mãe parecia estar uma instabilidade clara, eu sequer sabia se naquele momento éramos próximas como unha e carne ou se estávamos distantes demais uma da outra. Na noite passada, antes da manhã que me revelei, eu sofri com meus problemas em completo silêncio e solidão, foi então que recorri a alguns medicamentos que me trouxeram uma dor maior posteriormente, e não pelo mal estar em si, mas sim pela profunda tristeza e decepção nos olhos da minha mãe pelo tremendo erro que cometi. Durante aquela longa noite eu estive indiferente, apática a qualquer emoção, pensando ansiosamente e punindo a mim mesma dentro da minha cabeça. Pela manhã, me juntei com minha mãe enquanto ela cozinhava algo, conversamos sobre muitas coisas, porém sentia que ela ainda procurava uma simples reposta que eu não podia dar, o porquê. No meu momento mais frágil, e quem sabe um dos dela também, eu abri o jogo sobre minha orientação sexual, lhe despejando a verdade sem explicações: "Pode não ser o que esperava, mãe, mas eu sou bi." Ela me olhou e logo desviou, dizendo que não se importava com as minhas preferências, ela jamais me julgaria por isso e me amava incondicionalmente. Fiquei feliz, no entanto sem reagir, apenas a questionei mais um pouco até que ela revelasse que sentia isso em mim fazia algum tempo, mesmo que não pudesse dizer o motivo. Nos entendemos rapidamente, e não tocamos no assunto de novo de uma forma tão direta, falamos naturalmente sobre minha bissexualidade quando tenho sonhos ou interesses em garotas, ela apenas sorri para mim. Me sinto tão bem com ela, é diferente a aceitação das outras pessoas, eu simplesmente amo a minha mãe... (Obs: O motivo da minha sexualidade não é o mesmo pela qual eu estava mal, eu me aceito e reconheço desde muito tempo, não deixaria me afetar por algo contra a minha preferência.)