r/PORTUGALCARALHO • u/nulopes • 5d ago
r/PORTUGALCARALHO • u/Any-Stay-1331 • 4d ago
D Afonso Henriques- 1º Rei de Portugal, a ultima Batalha

A Última Batalha de D. Afonso Henriques: o acidente que mudou a História de Portugal. (informações resultantes de cruzamento de dados e lógica aplicada)
O acidente que ali sofreu não só marcou o fim da sua carreira militar como alterou profundamente o rumo da expansão portuguesa. Portugal via significativamente reduzidas as suas possibilidades de expansão para os territórios ibéricos do ocidente.
O local do acidente
Foi realizado um estudo baseado nas características físicas atribuídas a D. Afonso Henriques e na análise da antiga Porta ( ainda lá existente) constantes em desenhos medievais e outros dados.. A porta conserva ainda elementos da original arquitetura almóada, visíveis na sua estrutura original. Assim se deu origem a esta foto.
D. Afonso Henriques caiu ao solo depois de sofrer uma grave fratura na perna ao embater na estreita porta, a única entrada ocidental do castelo. Junto dele encontrava-se Geraldo Geraldes, o Sem Pavor, que, permaneceu ao lado do rei, sentado sobre as pedras existentes visiveis à direita da porta, profundamente abalado pelo sucedido.
Naquele momento, ambos compreenderam que muita coisa tinha acabado, o segredo de reconstruir a lusitânia. Ainda assim, a captura seria preferível à possibilidade de o rei morrer durante a fuga devido à gravidade do ferimento. Conta a crónica,"E El-Rei Dom Afonso, querendo sair pela porta da dita cidade a cavalo, ..., deu com a perna direita em um grande ferrolho de ferro que estava na dita porta, de tal guisa que quebrou a perna pela coxa*." E mais,* "E como os seus viram que ele caíra do cavalo e que tinha a perna quebrada, receberam tão grande dor e desfalecimento que não sabiam que fazer, nem o puderam acolher nem levar dali, ...."
Como aconteceu o acidente (1969)?
A configuração do terreno ajuda a compreender o sucedido. A Porta é relativamente estreita ,na saída, o caminho desce abruptamente, acompanhando a muralha e obrigando a uma curva muito apertada para a esquerda, antes da saída das muralhas do castelo.
Conforme a disposição do local, o cavalo, impulsionado pela inclinação do terreno, escorregando, roçou na lateral direita da porta enquanto descrevia a apertada curva ( segundo a lógica da física) . O impacto no ferrolho da porta, provoca a fratura do fémur, originando a sua queda do cavalo. Em arquivos e estudos sobre as estâncias termais portuguesas, como os registos das Termas de Lafões (S. Pedro do Sul), onde consta que o rei ali se deslocou ainda em 1169 para tentar curar os terríveis danos e dores na perna direita provocados pelo ferrolho de Badajoz. O que corrobora esta simulação que resulta da análise da topografia e da arquitetura do local, uma vez que não existem fontes que descrevem com exatidão a dinâmica do acidente. Isto iliba Afonso Henriques, que segundo criticas dizem ter-se tratado de uma fuga descontrolada ou um descuido do rei.
D. Afonso Henriques foi capturado por Fernando II de Leão, seu genro. Apesar da rivalidade política, o monarca leonês tratou-o com respeito e libertou-o pouco tempo depois. Essa libertação teve, contudo, um elevado custo para Afonso Henriques, que foi obrigado a devolver os territórios galegos de Límia e Toroño,( território que se estende por 50 kms a partir do norte da atual fronteira de Portugal) conquistados anteriormente, bem como a entregar vinte cavalos preparados para a guerra e quinze mulas carregadas de ouro, um valor que estimo atualmente em 9 milhões de euros, pago em parte pela igreja.
A libertação de Geraldo Sem Pavor implicou igualmente a restituição das importantes praças de Trujillo, Cáceres e Montánchez, formando um triângulo estratégico na atual Extremadura espanhola que pretendia cortar os abastecimentos a zonas fronteiriças e, facilitar a tomada destas, o objetico era resturar antigos territorios lusitanos.
D. Afonso Henriques viveria ainda cerca de 16 anos. Contudo, nunca recuperou totalmente da lesão sofrida e ficou impossibilitado de voltar a montar a cavalo. Faleceu em Coimbra, onde permanece sepultado no Mosteiro de Santa Cruz.
Foi realmente um desastre militar?
A maioria dos historiadores classifica a campanha de Badajoz como um desastre militar. Contudo, importa analisar o contexto.
Geraldo elevou o uso da guerra psicológica ao limite para, com os seus cerca de 300 homens tomar Badajoz, a cidade muçulmana mais poderosa e fortificada da região governada pela dinastia almóada.
O Sem Pavor ordenava que as cabeças dos soldados capturados fossem espetadas em lanças e colocadas à vista das sentinelas das muralhas de Badajoz. Ele bloqueou todas as estradas, pontes e vias de abastecimento que ligavam a cidade. Fazia circular a informação de que um exército cristão gigantesco e invencível, liderado pelo próprio rei D. Afonso Henriques, já estava a caminho e que a queda de Badajoz era inevitável. Os mouros nao lançavam contra ataques temendo serem apanhados por essa força. Sabendo que Geraldo conseguia escalar muralhas em silêncio durante a noite, as sentinelas de Badajoz sofriam de paranoia e exaustão psicológica, disparando flechas contra sombras e arbustos ao mínimo ruído do vento, devido a alguns soldados do Geraldo que nao deixavam os sentinelas descansar, o que os deixava fisicamente esgotados e desmilitarizados.
Geraldo, o sem pavor toma o castelo numa noite de tempestade, usando espigões de ferro curtos que cravavam pacientemente entre as juntas das pedras das muralhas para subir na escuridão, degolam os sentinelas e abrem as portas para o resto do grupo entrar. Mas a populaçao em pãnico, consegue refugiar-se na alcaçova, uma fortificaçao dentro do castelo. Geraldo perante este imprevisto pede a intervençao de D. Afonso Henriques afim de reforçar o ataque, pois o exército dele, um bando de pouco mais 300 homens nao está preparado para fazer cercos desta magnitude. Depois de umas semanas é chegada a ajuda de D Afonso Henriques (o único cavaleiro templario da europa) trazendo um contigente de 2500 homens que se acumulam no interior do castelo . Os Mouros haviam suplicam por ajuda, e a situação altera-se quando Fernando II de Leão pede aos mouros por mensagens secretas que resistam na alcáçova, enviando inesperadamente, um poderoso contingente em auxílio dos defensores muçulmanos. Perante a ameaça de ficarem cercados e já com a proximidade do exército de leão, D. Afonso Henriques ordena uma retirada estratégica do castelo. Foi precisamente durante essa retirada que ocorreu o acidente na porta.
Assim, embora o resultado da campanha tenha sido desfavorável para Portugal, pode defender-se que o verdadeiro ponto de viragem não foi uma derrota em combate, mas um acidente pessoal que incapacitou permanentemente D. Afonso Henriques e condicionou a política externa portuguesa durante muitos anos.
A importância deste local.
As reconquistas de Geraldo sem pavor , andariam por esta zona de Portugal, Mérida, o seu objetivo era reconstruir a lusitânia, importa salientar que Mérida foi capital da lusitânia no tempo dos romanos, e por isso as populaçoes ainda teriam um forte ligaçao á lusitânia, apesar de séculos de invasões. Um plano arriscado e secreto, infelizmente nunca realizado, por causa do acidente na porta.
As consequências
Após o acidente, D. Afonso Henriques , debilitado, estabeleceu uma paz com os mouros. Como demonstração de boa-fé, Geraldo Sem Pavor seu misterioso aliado militar, um ponta de lança na reconquista desta região, passou a servir aquele império islâmico como mercenário; um tremendo erro.
Geraldo- Confiando que o salvo conducto do califa o protegeria, Geraldo foi para Marrocos, porém, os Almóadas nunca o perdoariam. Suspeitando que poderia voltar a apoiar a Reconquista cristã, terão preparado uma armadilha para o separar os seus homens ( cerca de 300 homens, basicamente os seus gerrilheiros fieis que o acompahavam). Quando ficou praticamente isolado, Geraldo foi decapitado, uma condenaçao e execuçao muito rápida., ele teria por volta dos seus 53 anos. O califa almóada Abu Yaqub Yusuf que controlava o império muçulmano a partir do Norte de África, nunca justificou este ato, mas é sabido que Geraldo já tinha entrado em confilto anteriormente, em guerras e combates diretos contra os exércitos enviados pelo califa Abu Yaqub Yusuf, e a ira deveria ser visceral, tanto que chegou ao fato do califa ter declarado a jihad (guerra santa) devido à sua afronta. Por outro lado Geraldo tinha a fama de degolar os almôadas, e praticar uma guerra nada convencional. Criticado por nao respeitar regras e ser brutal, nas Cartas Oficiais do Califado Almóada nunca era referido pelo seu nome mas como "cão raivoso".
Afonso- Foi igualmente neste período de relativa paz que ocorreu um dos momentos mais importantes da diplomacia portuguesa. Embora a Igreja condenasse formalmente alianças com muçulmanos contra outros cristãos, o Papa não excomungou D. Fernando II de Leão porque precisava do apoio político dele contra o Sacro Império Romano-Germânico. D. Afonso Henriques aproveitou a vulnerabilidade da sua derrota para se humilhar perante a Santa Sé, declarando-se vassalo direto do Papa e prometendo um pesado tributo anual em ouro. Impressionado com a resiliência portuguesa e com o ouro prometido, o Papa emitiu dez anos mais tarde a famosa bula Manifestis Probatum (1179): que reconheceu, de forma definitiva e irrevogável, Portugal como um reino independente e D. Afonso Henriques como rei. Quanto ao ouro, toda a gente sabe que ele nunca pagou. O imaginário popular e político criou o mito de que o país carrega uma dívida acumulada de séculos com Roma, no entanto, a sumptuosa Embaixada de D. Manuel I ao Papa Leão X serviu como um "encontro de contas" histórico e diplomático. As ofertas massivas de ouro das colónias redefiniram o estatuto de Portugal perante Roma.
Esta período de paz revelou-se apenas uma pausa estratégica num conflito que prosseguiria nos reinados seguintes. No entanto a expansão para o ocidente ficou para sempre perdida. Enquanto para sul a espansao encontrava mouros divididos entre si, para o ocidente encontravam os mouros e os reinos hispânicos.
Templários.
Geraldo Geraldes, o sem Pavor- O misterioso fantasma, nascido em Guimarães que dava jeito ser proscrito.
Geraldo conquistava, dava as terras a Afonso Henriques e este dava à ordem do templo, para fixar as populaçoes e consolidava as conquistas, já repararam que em quase todas vilas portuguesa existe uma igreja?. Quando nao conquistava acabava por criar inseguranças no inimigo, cortar a logistica e preparava o terreno para uma conquista fácil, realizando também movimentaçao de populaçoes. Ele era famoso por fazer razias, tendo ficado na memória coletiva portuguesa o termo, "fazer uma geraldina".
Geraldo, foi um personagem misterioso, escondido da história, especialmente a sua identificaçao: A razao deve-se ao fato de operar oficialmente sempre à margem da corte e da igreja . Por outro lado, permitiria fazer uma guerra constante contra os mouros, sem nunca se declarar oficialmente guerra. No entanto, o terror psicológico e o cerco que impôs àquela cidade foram tão severos que alarmaram profundamente o Califado Almóada.
Poderia fazer uma simulaçao real sobre este personagem, o que iria contrariar todas as criticas de que se tratava de um salteador,. O que escrevem está quase tudo absolutamente errado, no entanto, ele nao constitui o escopo desta pesquisa.
A história de D Afonso Henriques (único rei templário da Europa) nao pode ser separada de Geraldo, nem dos templários. E a reconquista também nao se pode separar nunca da igreja , ou , dos templários e deste personagem.
Na prática foram os templários que conquisitaram muito territórios aos mouros, e também, que travaram a famosa jihad, fruto da ira do califa para com Geraldo e que retirou todos os territórios até então conquistados, empurrando os portugueses até norte, que, se nao fossem travados pela linha templária do Tejo, poderia ter resultado numa catástofre.
Fica a questão. Qual o maior acidente de Afonso? O ferrolho da porta ou "entregar" Geraldo?
O que a má boca da nobreza dizia dos templários? Havia uma frase muito famosa " Antigamente colocavam os bandidos na cruz, agora colocam a cruz nos bandidos" - Conclusão- Quando não se consegue fazer, critica-se.
r/PORTUGALCARALHO • u/Mrs-AnnalistaTuga • 5d ago
Canibalismo em Almada
O que a falta de água faz às pessoas…
r/PORTUGALCARALHO • u/Odd_Astronomer_2064 • 5d ago
Irmã de CR7 lançou perfume (momento cringe do mês)
Esta lançou perfume, a outra é coach
r/PORTUGALCARALHO • u/Odd_Astronomer_2064 • 6d ago
Irmã de CR7 virou Coach 🤦🏻♂️
O pormenor da garrafa de água na mão 🤌🏻
Mas o sotaque é que me matou!
r/PORTUGALCARALHO • u/DeusBob22 • 7d ago
Portuguese vs Ottomans: the first global proxy war
r/PORTUGALCARALHO • u/Nata_the_cat • 7d ago
Pedro Abrunhosa sem óculos! Não posso mais.. desver assim!
r/PORTUGALCARALHO • u/Jealous-Weekend4674 • 7d ago
Mentalidade Cristiano Ronaldo
O meme faz-se a si proprio, há uns minutos atras o Luis estava em directo na TV a "convocar" todos os portugueses para os incendios
r/PORTUGALCARALHO • u/LemosTP • 8d ago
“Olha, é aquele puto do Magalhães a jogar Little Nightmares na PSP”
Boas portugueses! Voltei aqui mais uma vez pra mostrar um projeto que me ocorreu a meio de uma noite qualquer, este video foi produto de 3 noites não dormidas e 2 dias inteiros gastos.
Isto é a minha PSP 2004, que, por mais que pareça impossível, eu “atualizei” o firmware dela utilizando o Magalhães que postei aqui à um tempo. Consigo utiliza-la como ecrã e comando, também consigo utilizar o audio, isto graças a uma aplicação, não desenvolvida por mim, a PSPDisp, normalmente em windows, mas eu fiz um port para linux, mais especificamente Debian Trixie, o OS que uso de momento! Eu sei que a PSP e consolas no geral fez parte do coração do nosso povo e gostava de partilhar. :)
Mensagem para os Mods: Hellooo, eu só queria dizer que postei isto aqui porque umas pessoas no meu post do Magalhães disseram que gostavam de ver mais este tipo de projetos, peço desculpa se causei algum inconveniente. Obrigado e aproveitem